internet (mais) verde

Habitámos-nos a pensar que, para reduzir espaço ocupado em casa por documentos ou papel impresso, basta tornar virtuais todos os nossos documentos, fotografias, informação, certo? Acontece que a internet também ocupa lugar. E o lugar que ocupa precisa de energia para funcionar. Há quem acredite que, “um dia, toda a internet funcionará a energias verdes”, mas hoje ainda não é assim.

Foi com esta convicção, e também com o conhecimento de que hoje ainda não é esse dia que, em 2006, um grupo de voluntários interessados em acelerar esta mudança, começou a criar uma base de dados com os parâmetros técnicos para que uma empresa de servidores (os locais físicos onde é armazenada a nossa informação virtual) fosse considerada verde. Ou seja, toda a informação que guardamos em drives virtuais, na cloud, etc., fica guardada fisicamente em algum lugar. Esse lugar é designado como servidor e a informação virtual ganhou tamanha dimensão que hoje, por todo o mundo, há empresas que se dedicam a prestar serviços de aluguer de servidores, isto é, espaços virtuais onde podemos guardar a nossa informação. Todos os sites, e lojas online, que existem no mundo (na verdade, tudo o que existe na internet) está guardado algures num servidor. Ora, sendo um aparelho físico, estes servidores precisam de energia que os alimente. E é aqui que entra o desafio: esta energia pode ser verde ou não.

A Green Web Foundation foi reconhecida em 2020 como organização sem fins lucrativos, baseada na Holanda e no trabalho de um grupo de voluntários que trabalham desde a Holanda e a Alemanha. O seu trabalho é classificar, de acordo com parâmetros previamente estabelecidos, se uma empresa que presta serviços de alojamento virtual se alimenta a energias verdes ou não. Criaram um sistema com duas cores, segundo o qual agrupam os sites desta forma:

Energia Verde: sites que utilizam energias verdes ou que compensam as suas emissões de CO2

Energia Cinzenta: sites que não funcionam a energias verdes ou cuja fonte de energia não pode ser comprovada. Quando se resultado surge, surge também a questão sobre se queremos partilhar esta informação com o prestador de serviços de alojamento. 

Para verificar, basta inserir o url, ou seja, o endereço eletrónico de um site na ferramenta de pesquisa e clicar “check”. 

 

Como funciona a classificação da informação?

“A nossa estratégia é simples: utilizamos protocolos existentes sobre a internet para perceber onde a infra-estrutura está localizada, falamos com as pessoas que estão nas empresas para perceber que energia utilizam. Depois, traduzimos estas respostas de forma a que sejam fáceis de ler, providenciando ferramentas gratuitas online, APIs [software que põe duas aplicações a comunicar uma com a outra] e bases de dados abertas e ajudamos as pessoas a incorporar esta informação nos seus serviços e análise".

Sempre que um site é considerado “cinzento”, e se pensarmos que essa informação pode não ser correta, podemos dar o nosso contributo, entrando em contacto com a Green Web Foundation.

Na Terra Batida também acreditamos, tal como a Green Web Foundation, que “um dia, toda a internet funcionará a energias verdes”. Ficamos muito contentes por termos a nossa loja online a funcionar a energias verdes e pensamos que ser considerado cinzento pode ser visto como uma oportundiade: a de ganhar consciência sobre em que fase se está neste processo de crescimento global que é tornarmo-nos cada vez mais sustáveis. 

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